04 janeiro 2011

Sérgio Godinho regressa (finalmente) a Castelo Branco

Sérgio Godinho é um músico. E na música engloba as palavras – nesse aspecto é um poeta; engloba o estar num palco – e nesse aspecto é um cantor; é também um compositor porque faz melodias e ritmos a partir de coisas que vai escolhendo. E um músico-intérprete utiliza tudo, as palavras, as melodias, o palco, não consegue compartimentar...

“ O cantor acaba por ser a consequência natural das canções serem compostas. É um pouco como um script de cinema, ou uma peça teatral, que só existem se forem representadas e para serem representadas.”

Sábado, dia 8 de Janeiro, no Cine-Teatro Avenida, às 21h30. Bilhetes à venda no Cine-Teatro Avenida. 5 euro

CORPOtraçoCORPO - Convite

Clique, por favor, para ler o nosso Convite.

03 janeiro 2011

Esta quinta-feira, às 21h30, no Cine-Teatro Avenida

Deus Sabe Quanto Amei, de Vincente Minnelli - M/12
"Menina e moça me levaram de casa de minha mãe. Qual fosse a causa daquela minha levada, era pequena não na soube então". Some Came Running faz-me sempre lembrar o princípio da novela de Bernardim Ribeiro. Quando Shirley MacLaine acorda no autocarro onde até aí não a víramos (a câmara só nos mostra Sinatra a dormir), e depois de lermos o anúncio da companhia de transportes ("and leave the driving to us"), ou, depois no primeiro diálogo dela com Sinatra ("You' re a nice kid. I like you. Take care") sinto essa sensação do "levada", um dia, menina e moça, "de casa de minha mãe" (sempre gostei mais dessa variante do texto do que da usual que diz "de casa dos meus pais") por causas que fica sem saber. Há, no filme de Minnelli, o mesmo duplo acentuar da juventude ("menina e moça"), a mesma saudade por um quente mundo perdido, o mesmo desconhecimento por razões de perpétua infância, a mesma viagem, o mesmo lento sublinhar do tempo, do "então". E, mais importante, ainda, a equivalência, nas cores, no décor, e no rosto de Shirley, das labiais de Bernardim, com o corte final (e dental) do "então", do tempo.

"Aquela cujo amor nos faz tanta pena" (para citar, variando um pouco, outro poeta português) é o centro deste filme prodigioso e o mais bonito personagem que o cinema alguma vez inventou. Menina e moça perdida na vida (no sentido, também, em que se diz "mulher perdida", "mulher da vida", tão belas expressões) sempre com coisas demais nas mãos, no colo, nos cabelos, nos vestidos (o coelhinho - mala de mão, a almofada, as flores artificiais, os penduricalhos), sempre atrapalhada e atrapalhante, sempre sem perceber onde está, atravessa o filme e a vida, "leaving the drive to others" até a assombrosa sequência em que Sinatra lhe lê o livro e tanto se irrita com o que julga ser a sua estupidez ou a sua mentira. Há aquele traveling e depois MacLaine a dizer "You've no right to talk to me like that. You gotta remember. I'm human. I've feelings". E, depois, aquela espantosa frase que põe tudo o que é conhecimento e compreensão a estremecer: "Não percebi nada do livro, mas gostei tanto. Também não percebo nada de ti e gosto tanto". Há uma "pausa côncava de assombro", a câmara fixa-se no rosto de Sinatra e tudo o que o filme e a vida até aí acumulara nele (e, uma vez mais, o tempo, o décor, a cidade, os néons, a família, a loura professora) a sair cá para fora no inesperado pedido de casamento. Segue-se a incredibilidade de Shirley MacLaine ("não deves brincar com essas coisas") até ao abraço, incrível de entrega e doação. Todos os registo pareciam ter ido até onde era possível, em cor e intensidade. As mudanças de tom podiam ser um corte. Mas é na mesma prise de vue que Sinatra lhe pede "Do you clean that place for me?" e o que a frase pode ter de horrível ou frustrante, é salvo pelo sorriso de Shirley, a expressão e aquele "Oh! Could I?" como se se acabasse de lhe dar o mais belo dos presentes. Há o degrau e a coda volta ao início: "You gotta remember. I'm human".

Esse é um dos mais geniais momentos da grande arte de Minnelli, pelo modo como os movimentos de câmara (ou a ausência deles) se conjugam com o diálogo e os silêncios e pelo modo como Sinatra, num instante, percebe - ele também - que não percebera nada. Toda a sua errância pela cidade natal (essa pequena cidade onde tudo se sabe), pela bem instalada família do irmão, pela história de amor da sobrinha, pela decepção da sobrinha quando viu o pai com a secretária no carro, pela professora e pela família da professora, toda essa errância de travelings, que simultaneamente pegam e arrancam um personagem a um décor, pára aí, no relâmpago de que só se conhece o que se ama ou na sua contraposição entre a fé de Shirley MacLaine (o amor que move montanhas) e o frio corte da professora: "I don't like your life. I don't like what you think. I don't like the people you like. Stay away from me". A única coisa que não foi capaz de dizer foi que não gostava dele (e mesmo que o dissesse não a acreditávamos depois da minnellianíssima sequência em que a víramos, entre a luz da tarde e o escuro da noite, ser despenteada por Sinatra, com os ganchos do cabelo a cair no chão). Mas há quem proceda por silogismos (Martha Hyer) e assim destrua tudo e se destrua a si próprio e há quem esteja para além de qualquer lógica. Os adultos. As crianças. A professora. A pega. A senhora. A menina e moça.

Não faltam indicações precisas sobre anos e dias: os 16 anos em que Frank Sinatra esteve ausente da terra, o post-guerra da Coreia, o centenário da fundação da cidade, os dois dias e noites iniciais, as horas do running no final. Mas tudo se passa e se resolve em instantes: a tarde-noite em casa de Miss French, o fabuloso confronto MacLaine - Hyer na escola, (as teorias que a professora explicou aos alunos encarnados no que Shirley MacLaine sabe, sem que precisem de lho explicar, o "thank you, so awfully much") a já falada sequência do pedido de casamento, o brevíssimo plano do casamento "a despachar" (I'll make you a good wife, Dave, you never got sorrow" - "I believe" e tudo fica já tinto do encarnado do sangue final) e a incrível aceleração da sequência da feira (com Dean Martin em montagem paralela, quando já não há tempo para nada).

Quando se começa a pedir ao tempo que se suspenda, tudo se abate vertiginosamente, como se tivesse havido anos e agora houvesse apenas segundos. É um dos mais assombrosos efeitos de raccourci já conseguidos, que confere a todo o filme maior dimensão onírica, esse onirismo que é o traço de ligação dos filmes de Minnelli, da comédia musical, à comédia ou ao drama.
João Bénard da Costa

28 dezembro 2010

José Tolentino Mendonça em Castelo Branco

Notícia fresquinha: José Tolentino Mendonça estará em Castelo Branco, no próximo dia 11 de Janeiro, para participar numa Conversa de Palco, às 18h., no Cine-Teatro Avenida. A sua presença é motivada pela passagem do filme Dos Homens e dos Deuses, nessa mesma noite. Esta Conversa de Palco é de entrada gratuita e, desde já, convidamos todos a participar nesta oportunidade rara de ver e ouvir o autor de A Noite Abre Meus Olhos.
Crédito da foto: PAT

Agenda # 6

Quem quiser aceder à nossa nova agenda, correspondente aos meses de Janeiro a Março de 2011, poderá usar o link na barra direita do blogue, ou clicar aqui mesmo.
Aproveitamos a ocasião para desejar a todos um excelente 2011.

20 dezembro 2010

Em Janeiro de 2011, no Cine-Teatro Avenida


09 dezembro 2010

Vão-me buscar alecrim, de Josh e Bennie Safdie

Vão-me buscar alecrim, de Josh e Bennie Safdie



Sexta-feira, 10 de Dezembro, às 21h30, no Centro Cultural de Alcains

Lenny (Ronald Bronstein), trinta e poucos anos, cabelo a ficar já grisalho, divorciado, vive sozinho em Nova Iorque e durante duas semanas tem a custódia dos filhos, Sage (Sage Ranaldo), 9, e Frey (Frey Ranaldo), 7. Lenny hesita entre ser pai e ser amigo dos seus filhos, gostaria que as duas semanas durassem seis meses, mas não consegue lidar com a responsabilidade de ter miúdos pequenos e acaba por negligenciá-los. Durante quinze dias, uma viagem ao campo, amigos de visita, uma namorada, cobertores “mágicos”, momentos de alegria e a anarquia total apoderam-se da vida dos três, num navegar entre a infância e a idade adulta.

06 dezembro 2010

A Dança, de Frederick Wiseman


Terça-feira, 7 de Dezembro, às 21h30, no Cine-Teatro Avenida.
A companhia de bailado Le Ballet de l’Opera de Paris é uma das melhores e mais conceituadas do mundo. Em LA DANSE, Frederick Wiseman filma o quotidiano da escola francesa de ballet conhecida pela exigência e rigor dos seus bailarinos.

03 dezembro 2010

Aires Flamencos, sexta-feira, 3 de Dezembro

Às 21h30, no Cine-Teatro Avenida, com bilhetes a 5 euro. Descontos de 20% para menores de 25, maiores de 65, estudantes e portadores do Cartão Bertrand.

22 novembro 2010

21 novembro 2010

Lançamento do #3 da revista Cine Qua Non





Fotos de Pedro Antunes

17 novembro 2010

Maiorca, pela Companhia Paulo Ribeiro


Na sexta-feira, dia 19 de Novembro, às 21h30, no Cine-Teatro Avenida. Bilhetes a 5 euro, com desconto de 20% para menores de 25, maiores de 65, estudantes e portadores do cartão Bertrand.
O desafio partiu de Jorge Salavisa quando idealizou que o movimento vigoroso do coreógrafo Paulo Ribeiro e o romantismo associado à música de Chopin poderiam resultar numa criação de forte temperamento. Incitou Paulo Ribeiro a coreografar os Prelúdios, do compositor, interpretados por Pedro Burmester mas, na altura, outras vontades coreográficas acabaram por adiar este desafio.
Após as criações à volta do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa e a sua inerente teatralidade, o regresso à coreografia pura e à capacidade do gesto de criar dramaturgias diversas impôs-se como uma necessidade premente. Paulo Ribeiro volta à essência.
Para o coreógrafo não é o movimento que conta, é a sua génese, não é o coração, é a alma. Já Chopin fazia a apologia da primazia da forma, em detrimento da alma. É neste contra-ciclo, que coreógrafo e compositor se encontram. Em “Maiorca”, o coreógrafo cria dança à dimensão da música, provocando o público a deixar-se transportar sem reivindicar a racionalidade, tantas vezes redutora, da razão.
Porque, ao fim de 25 anos de criações, o desafio maior para Paulo Ribeiro continua a ser o de tornar a dança uma arte que convoca todos, independentemente das particularidades de cada um.

Ficha Técnica / Artística
Coreografia: Paulo Ribeiro
(Música) F. Chopin (24 Prelúdios)
Interpretada por Pedro Burmester
Desenho de Luz: Nuno Meira
Cenografia:
Concepção - Paulo Ribeiro
Execução - Paulo Matos / Nelson Almeida
Produção: Companhia Paulo Ribeiro
Fotografia: José Alfredo Registo
Edição de Vídeo: João Pinto
Design, Produção Gráfica: Cathrin Loercke Dpx / Nuno Rodrigues
Co-Produção: Centro Cultural Olga Cadaval
São Luiz Teatro Municipal
Teatro Nacional São João Teatro Viriato

02 novembro 2010

Exposição de António Vila Real


30 outubro 2010

Pé na Terra no Entrelaços

Os Pé na Terra nascem em 2005 com forte influência na recolha e interpretação de temas tradicionais portugueses e na criação de temas originais. Já percorreram diversos palcos, bares e festivais em Portugal e Espanha. Em 2007 o grupo incorpora mais dois membros que chegados de meios musicais muito distintos como o rock e o metal, trazem na bagagem uma nova sonoridade para o grupo.
Este sábado, dia 30 de Outubro, às 22h, no Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco.
O Festival Entrelaços é uma organização do grupo de música tradicional Musicalbi.

27 outubro 2010

Maria do Mar, de Leitão de Barros - Filme/Concerto



Projecção do filme mudo “Maria do Mar” (pertença da Cinemateca Portuguesa), realizado em 1930 por Leitão de Barros, com música original de Bernardo Sassetti. O programa envolve a exibição do filme mudo “Maria do Mar”, de Leitão de Barros, com música ao vivo de Bernardo Sassetti ao piano e Orquestra Filarmonia das Beiras, sob a direcção do maestro Vasco Pearce de Azevedo e voz de Filipa Pais.
O filme “Maria do Mar” é, para muitos, a obra-prima do cinema mudo português, estando representado nas cinematecas de Londres, Nova Iorque, Moscovo e Tóquio. Rodado na Praia da Nazaré, aborda as dificuldades da vida da comunidade piscatória, narrando a história de amor entre dois jovens cujas famílias tinham quebrado relações na sequência dum naufrágio.
Recentemente restaurado pela Cinemateca Portuguesa e solenemente exibido em Paris, em Setembro de 1998, “Maria do Mar” surpreende pela força com que é contado o quotidiano dos moradores da Nazaré.

Ficha Técnica / Artística
Orquestra Filarmonia das Beiras
Bernardo Sassetti (Piano)
Filipa Pais (Voz)
Vasco Pearce de Azevedo (Direcção)
6ª fª, dia 29 de Outubro, às 21h30, no Cine-Teatro Avenida. Bilhetes a 5 € [desconto de 20% para menores de 25, maiores de 65, estudantes e portadores do cartão Bertrand]

25 outubro 2010

Mistérios de Lisboa, de Raúl Ruiz



Esta terça-feira, às 21h., no Cine-Teatro Avenida

21 outubro 2010

A Neve, pelo Teatro das Beiras

Hoje às 11h e às 15h, para escolas. Amanhã, sexta-feira, às 21h30,
sessão para o público em geral.

16 outubro 2010

Hoje, sábado, Marenostrum no Cine-Teatro Avenida

MARENOSTRUM são uma banda fundada em 1994, que aposta numa sonoridade que funde algumas características da Música Popular Portuguesa com influencias bem diversas, que vão desde a música Árabe do Magreb até às tradições Hebraica e Celta. Os temas dos MARENOSTRUM, falam sobretudo dos sentimentos e das vivências plenas de riqueza de quem vive o mar.
Bilhetes a 5 €
Organização: Musicalbi

12 outubro 2010

Hoje, terça-feira, às 18h, no Cine-Teatro Avenida

Lançamento da revista PORMENORES, numa Conversa de Palco, com entrada gratuita

11 outubro 2010

A Bela Adormecida - Ballet Estatal Russo

Este domingo, às 18h, no Cine-Teatro Avenida. Bilhetes a 29€ (plateia) e 27€ (balcão)

30 setembro 2010

Centenário da República em Castelo Branco


Estas são algumas das actividades dedicadas ao Centenário da República, promovidas pela Câmara Municipal de Castelo Branco. Clicar, por favor, para ampliar a imagem.

23 setembro 2010

Esta sexta-feira, em Alcains, às 21h30

Valsa com Bashir, este sábado, às 21h30

Trailer de Tetro, de F. F. Coppola

Este sábado, com entrada gratuita


20 setembro 2010

14 setembro 2010

As Oficinas na Localvisão

13 setembro 2010

Waterflies no sábado, 18 de Setembro, às 21h30

Waterflies é um projecto musical que funde diversos género musicais, entre a música étnica, experimental e o jazz. Este projecto é composto por um quarteto de amigos e músicos de Castelo Branco, que partiram de uma vontade mútua de criar um projecto que tivesse uma ligação próxima com a Natureza e que trouxesse ambientes envolventes e interessantes acerca desta temática.
Os Waterflies sobem ao palco para apresentar "E se a lua caísse?", o seu primeiro trabalho após 2 anos da formação do projecto. O concerto celebra também, o lançamento do primeiro EP do grupo. A sonoridade de fusão que o grupo adquire, provém de diversas identidades das diferentes partes do mundo, numa mistura eclética que forma uma só identidade musical. O quarteto partilha assim um momento agradável para um público que gosta de viajar.

Músicos
Beatriz Jorge – Flauta e voz
João Apolinário – Clarinete e guitarra
João Ferreira – Piano
João Lugatte – Bateria e percussão

Bilhetes à venda no Cine-Teatro Avenida, de 3ª fª, a sábado, das 14h às 19h. Nos dias de espectáculo o horário é: das 15h às 19h e das 20 até à hora do mesmo.

Filhas da Mãe, Fantasias Eróticas da Mulher Portuguesa


09 setembro 2010

Aurora de F. W. Murnau

Clicar na imagem, para mais informação.

Oficinas À Descoberta do Cine-Teatro Avenida





De Volta aos Teatros

26 julho 2010

Cartaz Banda Sinfónica da Covilhã


30 de Julho, 21h30 - Banda Sinfónica da Covilhã


Sexta-feira, 30 de Julho, 21h30
Cine-Teatro Avenida - Entrada Gratuita

A Banda Sinfónica da Covilhã foi criada no dia 1 de Dezembro de 2006. Resulta de um projecto Musical da Associação Recreativa Musical Covilhanense – Banda da Covilhã que funciona por estágios, visando num futuro próximo a criação de um Banda semi-profissional na Covilhã – Beira Interior. Com uma média de 100 músicos de sopro e percussão oriundos dos vários pontos do país congrega jovens que na sua maioria são estudantes de Conservatórios, Escolas Profissionais de Música e alunos do Ensino Superior contribuindo para um resultado ao mais alto nível. Esta formação conta ainda com a integração dos naipes de violoncelos e contrabaixos.
Até à presente data já realizou 5 estágios – Dezembro de 2006, Julho de 2007, 2008, 2009 e Outubro de 2009, tendo na sua primeira edição gravado o seu primeiro DVD. No ano de 2008 realizou um Concerto na Casa da Música do Porto e em 2009 em Zamora (Espanha). Outra particularidade desta Banda é a existência nos estágios de uma equipa de professores altamente qualificados que acompanham os músicos nos vários naipes. Caracteriza-se ainda por apresentar nos seus programas obras originais com estreia mundial de compositores portugueses, bem como primeiras audições a nível nacional de obras internacionais.
Para este Concerto terá como maestro Convidado Reinaldo Guerreiro, sendo o maestro Titular José Eduardo Cavaco. Quanto ao programa será preenchido por uma estreia mundial do jovem compositor Adérito Valente, Symphonic Dances from West Side Story de Paul Lavender e obra a solo para quinteto de metais.

19 julho 2010

Cartaz X-Wife


14 julho 2010

13 julho 2010

Muitos Dias Tem o Mês


Hoje, terça-feira, 13 de Julho, às 21h30, no Cine-Teatro Avenida


Sinopse
Com o simples gesto dum cartão de crédito ou um telefonema, os nossos sonhos tornam-se realidade. Por todo o lado somos seduzidos, o recurso ao crédito vulgarizou-se e o consumo democratizou-se. Tudo nos indica que a felicidade só se alcança através do consumo. E tudo tem aparentemente um preço. Mas, qual é o preço das nossas necessidades? Qual o preço dos nossos sonhos? Será que estamos dispostos a pagá-lo?
Entre o inferno e a redenção, prazer e restrição, MUITOS DIAS TEM O MÊS traça um retrato de homens e mulheres que vivem uma angústia que se repete todos os meses: serão capazes de pagar os seus empréstimos e sobreviver até ao mês seguinte? Pessoas endividadas que vivem as suas vidas ao ritmo quotidiano dos prazos, das obrigações e do esforço para retomarem o controlo das suas vidas. Dia a dia. Mês a mês.


Ficha Técnica
Realização: Margarida Leitão
Pesquisa e desenvolvimento: Margarida Leitão, Flávia Sardinha
Direcção de fotografia: Pedro Marques
Montagem: João Braz
Som: Filipe Tavares
Montagem de som e misturas: Gonçalo Brou
Produção: Pandora da Cunha Telles
Longa-metragem, documentário, 91 min., Cor, HDCAM, 16:9
Com o apoio financeiro
Instituto do Cinema e Audiovisual/Ministério da Cultura
Rádio Televisão Portuguesa

08 julho 2010

Trailer de Fantasia Lusitana

FANTASIA LUSITANA de João Canijo em Alcains



Produzido pela Periferia Filmes, Fantasia Lusitana retrata a Lisboa dos anos 40, em plena Segunda Guerra Mundial, quando Portugal foi local de passagem entre a Europa e o continente americano para cerca de 100.000 refugiados que tentavam escapar ao regime nazi. É um documentário que explora a relação do povo português com estes "estrangeiros", a forma como a sua estadia no nosso país influenciou (ou não) o nosso olhar sobre a guerra, e uma procura pela herança cultural deixada (ou não) pela sua passagem. Uma leitura interpelante da história portuguesa do século XX construída inteiramente a partir de imagens de arquivo e da leitura de testemunhos desses refugiados nas vozes de Hanna Schygulla, Rudiger Vogler e Christian Patey.

O documentário poderá ser visto no Centro Cultural de Alcains, às 21h30, deste sábado, dia 10 de Julho. Bilhetes a 3 euro à venda no local, meia hora antes do início da projecção.

05 julho 2010

Esta quinta-feira, 8 de Julho, 21h30

Um espectáculo de moda japonesa coordenado por Hiroko Kageyama. Uma excelente oportunidade para conhecer a cultura nipónica através da exuberância e originalidade de um desfile de moda exclusivo em Portugal. Entrada Gratuita no Cine-Teatro Avenida.

Design de Moda – Mamoro ISHIHARA
Dança – Masa SUGIYAMA
Concepção da Maquilhagem – Reiko KRUIC
Maquilhagem – Cleha BAILY
Realização – Hiroko KAGEYAMA

Excerto de Shirin

Shirin, de Abbas Kiarostami

Esta terça-feira, dia 6 de Julho, às 21h30, no Cine-Teatro Avenida, passa o filme Shirin, de Abbas Kiarostami:

Cento e catorze actrizes iranianas e uma actriz francesa: espectadoras mudas da representação teatral Khosrow e Shirin, um poema persa do século XII, encenado por Kiarostami. O desenvolvimento do texto – que sempre apaixonou os espectadores na Pérsia e no Médio Oriente – permanece invisível para o espectador do filme. Toda a história é contada pelos rostos intensos e belos das mulheres que assistem ao espectáculo.
Um mapa de ricas e pungentes emoções. É um trabalho “fora de campo” levado ao limite.

19 junho 2010

Quim Roscas e Zeca Estacionâncio

Quim Roscas e Zeca Estacionâncio” são dois personagens criados pelos actores João Paulo Rodrigues e Pedro Alves há 8 anos, para um programa diário numa rádio do Porto. Este formato de stand up comedy / teatral / musical rapidamente passou para os palcos portugueses e comunidades portuguesas no estrangeiro.
Hoje em dia são os humoristas mais requisitados e têm o seu próprio programa no horário nobre da RTP (Tele Rural).
Hoje, sábado, às 21h30, no Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco. Espectáculo para maiores de 12.

11 maio 2010

Esculpir o Instante - 3ª Sessão

Esta terça-feira, no Cine-Teatro Avenida, às 18h., uma conversa em volta da fotografia de Bernd & Hilla Becher, John Baldessari e Wolfgang Tillmans. Entrada Gratuita.

02 maio 2010

Ensaio de Orquestra, de F. Fellini

3ª fª, 21h30
Cine-Teatro Avenida
Bilhetes a 3 euro

SINOPSE
Neste filme Fellini usa uma orquestra sinfónica como metáfora da Humanidade e explora as alegrias, tristezas, ressentimentos, frustrações e conquistas dos músicos. Cada pessoa é como que reflectida no seu instrumento e na sua localização na orquestra, sendo através deles que vai revelar a sua vida pessoal.
Sendo a orquestra um reflexo da Humanidade, o maestro será então Deus, no seu papel regulador de todos os instrumentos, pessoas, sons e atitudes.

Interpretação - Balduin Baas, Clara Colosimo, Elizabeth Labi, Ronaldo Bonacchi, Ferdinando Villella
Realização - Federico Fellini
Argumento - Federico Fellini, Brunello Rondi
Produção - Renzo Rossellini
Fotografia - Giuseppe Rotunno
Música - Nino Rota
Tradutor - Storyline Audiovisuais Lda.

REALIZADOR
Federico Fellini

INTÉRPRETES
Balduin Baas, Clara Colosimo, Elizabeth Labi, Ronaldo Bonacchi, Ferdinando Villella, Giovanni Javarone, David Maunsell, Francesco Aluigi, Andy Miller, Sibyl Mostert, Franco Mazzieri, Daniele Pagani, Luigi Uzzo, Cesare Martignon.

Conversa de Palco - 3ª fª, às 18h - com o maestro Jan Dobrzelewski

A partir do filme de Fellini, Ensaio de Orquestra, convidámos o maestro que dirigirá a Orquestra Sinfónica da ESART, no dia 7 de Maio, no concerto inaugural do Primavera Musical 2010, para conversar sobre liderança, o filme e muitas coisas mais. Entrada Gratuita.